Psicanálise - Revista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista Psicanálise - Revista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre (SBPdePA) pt-BR Psicanálise - Revista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre 1518-398X <p><span class="VIiyi" lang="pt"><span class="JLqJ4b ChMk0b" data-language-for-alternatives="pt" data-language-to-translate-into="es" data-phrase-index="0">Atribuo os direitos autorais que pertencem a mim, sobre o presente trabalho, à SBPdePA, que poderá utilizá-lo e publicá-lo pelos meios que julgar apropriados, inclusive na Internet ou em qualquer outro processamento de computador.</span></span></p> Intolerância ao masculino https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/903 <p>O trabalho aborda a intolerância que desde os primórdios se faz sentir contra os que ousam não se submeter aos estereótipos atribuídos ao masculino pela cultura ocidental. Nessa linha, a histórica e violenta intolerância aos homossexuais mais recentemente ampliou-se para o que se denominou chamar de gênero. O autor questiona se a necessidade do homem sustentar sua virilidade não refletiria a fragilidade da heterossexualidade normativa, um esforço para suplantar suas características femininas resultantes da primitiva identificação com a mãe.</p> Gley P. Costa Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 252 258 10.60106/rsbppa.v26i2.903 Editorial https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/887 <p>Esta Revista tem como tema “O traumático em cena” e objetiva colocar em palavras, como forma de elaboração, os traumas de momentos específicos da vida, mas especialmente o vivido no Rio Grande do Sul em maio de 2024, em razão da enchente.<br>Recebemos contribuições de colegas da casa, de outros estados, bem como de psicanalistas do exterior. Todos solidários, acompanharam de perto as situações traumáticas e suas repercussões, e ajudaram de alguma forma todos os envolvidos. Com suas experiências pessoais, teóricas e teórico-clínicas, procuraram dar sentido ao estranho, sinistro que nos inunda nesses momentos.<br>Assim, os muitos textos desta Revista virão a colaborar para nosso acervo bibliográfico sobre o tema, que de alguma forma se apresenta escasso, assim como nosso aprendizado e crescimento. [...]</p> Katya de Azevedo Araújo Aurinez Rospide Schmitz Catherine Lapolli Fábio Martins Pereira Susana Magalhães Beck Susana Salete R. Chinazzo Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 11 15 10.60106/rsbppa.v26i2.887 Ferenczi revisitado https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/888 <p>Neste artigo, explora-se a intersecção entre a teoria psicanalítica de Sándor Ferenczi e os eventos catastróficos recentes, com foco nas enchentes no estado do Rio Grande do Sul. Argumenta-se que, assim como as transformações biológicas descritas por Ferenczi ao definir a catástrofe, esses desastres naturais são momentos críticos que forçam tanto indivíduos quanto comunidades a atravessar processos profundos de perda e adaptação. Articula-se esses conceitos com a prática da escuta psicanalítica, propondo que o trabalho analítico deve considerar tanto a progressão quanto a regressão como processos simultâneos e necessários para a resiliência e a evolução diante de situações extremas.</p> Alexandre Patricio de Almeida Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 18 35 10.60106/rsbppa.v26i2.888 Transgeracionalidade — Trauma — Vínculo https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/889 <p>O texto estabelece relações entre situações traumáticas que produzem criptas e seus ecos nas gerações seguintes, gerações fantasma, promovendo transmissões transgeracionais. Aborda os conceitos de identificações alienantes e transmissões radioativas, bem como suas possíveis saídas através de novos vínculos do presente.</p> Ana Rosa Chait Trachtenberg Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 36 42 10.60106/rsbppa.v26i2.889 Falhas na escuta psicanalítica, metaenquadre e racismo https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/890 <p>Este trabalho aborda as possíveis falhas na escuta psicanalítica e a importância do reconhecimento de um metaenquadre, acrescido ao enquadre, com ênfase no racismo dirigido a pessoas negras e indígenas e sua negação/desmentida pelo psicanalista. As instituições tendem a ser conservadoras em sua natureza, mas são compostas por pessoas que se renovam no decorrer do tempo, podendo abrir-se para mudanças, criando projetos para o ingresso de colegas historicamente excluídos da formação psicanalítica. Na clínica, a escuta pode encontrar falhas quando psicanalistas se fecham em bolhas de ressonância mútua, não se colocando na pele do outro diferente de si ou de seu grupo social. Torna-se fundamental perceber como a cultura racista na qual fomos criados impregna nosso inconsciente, através dos Ideais do Eu, com a crença de que o branco seria a medida do que é universal e belo, invisibilizando nosso racismo.</p> Ane Marlise Port Rodrigues Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 43 61 10.60106/rsbppa.v26i2.890 O Rio Grande do Sul não será mais o mesmo https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/891 <p>Este trabalho tem como objetivo tecer considerações a respeito dos impactos e dos desdobramentos da enchente de 2024 nos indivíduos e nas famílias afetadas por essa catástrofe, ocorrida no Rio Grande do Sul. Para construir as ideias, adotamos o referencial da Psicanálise Vincular para pensarmos os eventos traumáticos enquanto acontecimentos. Além disso, convidamos o leitor a pensar a partir das reflexões sobre a prática psicanalítica perante essas dores sociais.</p> Anna Thereza Carneiro Pinto Abdala Cristiane de Paula Vieira Eneida Goetze Marques Júlia Subtil Tussi Maria Cristina Dick Flores Paula Milman Bacaltchuk Regina Zamith Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 62 71 10.60106/rsbppa.v26i2.891 Cruzando fronteiras — O estranho https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/892 <p>As migrações tornaram-se cada vez mais frequentes, motivadas tanto pela busca de melhores condições de vida quanto pela necessidade de fuga de situações de pobreza, perseguição ou guerra. A própria história da psicanálise e de seus pioneiros é marcada por vivências de migração devidas à perseguição racial ou política. A partir dessa realidade tão antiga, constrói-se a ideia de que, na clínica, somos convocados a cruzar fronteiras, seja como analista, seja como analisando, inevitavelmente atravessando traumas na vida real ou na psíquica. Nessa travessia, os obstáculos erguidos perpassam vivências de humilhação e solidariedade com o semelhante.</p> Augusta Gerchmann Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 72 85 10.60106/rsbppa.v26i2.892 Mãe preta, filho branco; mãe branca, filho preto https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/893 <p>O racismo estrutural é uma realidade na sociedade brasileira e pode ser observado, principalmente, quando se leva em consideração as configurações de famílias inter-raciais e os impactos gerados no desenvolvimento psíquico infantil oriundas dessas relações. As crianças e os adultos que experienciam sentimentos de aceitação ou de rejeição dentro dessas dinâmicas familiares desenvolvem diferentes formas de ver a si mesmos, os outros e o mundo ao redor. Este trabalho propõe pensar o desenvolvimento psíquico infantil a partir do atravessamento do racismo estrutural, manifestado muitas vezes em situações sofridas por mães pretas e filhos brancos, mães brancas e filhos pretos. Esta escrita tem como objetivo refletir sobre as formas pelas quais o negro, a história negra e a ancestralidade negra têm sido negadas nos discursos psicanalíticos teóricos no que tange a assuntos relacionados às famílias interraciais e suas dinâmicas de interação, negligenciando o sentir da criança desde o seu nascimento.</p> Bruno Silveira Cadigune Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 86 96 10.60106/rsbppa.v26i2.893 Ecos da Lagoa https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/894 <p>O presente trabalho reflete a experiência traumática decorrente da enchente de 2024 no Rio Grande do Sul, e os movimentos, internos e externos, que a Sociedade Psicanalítica de Pelotas viveu durante o período. A experiência da clínica social, dos atendimentos em situações de crises e as transformações nessas circunstâncias são como mensagens que lançamos a colegas que estão no mesmo barco, ou àqueles que, inevitavelmente, estão às margens de situações semelhantes.</p> Catherine Lapolli Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 97 108 10.60106/rsbppa.v26i2.894 Do trauma infantil à tentativa de elaboração na puberdade https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/895 <p>O presente trabalho nasceu de dúvidas e questionamentos, bem como da intensidade emocional vivida pela analista durante os atendimentos a uma menina em parte de sua infância, puberdade e início da adolescência. Os eventos disruptivos e as vivências psíquicas traumáticas são revisados para que, assim, possamos pensar e diferenciar ambos os conceitos. Passamos por Freud, Ferenczi e Benyakar para contextualizar essas ideias em psicanálise. Questiono se as situações disruptivas na infância são passíveis de não desembocarem em experiências emocionais traumáticas. Para tanto, será feita uma analogia por aproximação entre as narrativas de consultório de Alice, paciente, e as de Alice do País das Maravilhas, entrelaçando a história das duas para pensar o trauma. O buraco da toca do coelho no qual a Alice personagem entra será o ponto de partida para pensar o trauma desde o seu aspecto cindido, traumático, e as tentativas de elaboração.</p> Clarissa de Melo Leonardi Padilla Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 109 121 10.60106/rsbppa.v26i2.895 O traumatismo, de Freud a Ferenczi https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/896 <p>Nos dias de hoje, a noção de traumatismo está longe de ser uma noção desconhecida. Muito pelo contrário, pois o uso popular apossa-se dela ao empregá-la constantemente de mil e uma maneiras e, por vezes, dando-lhe um sentido confuso. Além do mais, o uso dessa noção não se limita à problemática do sujeito individual, podendo igualmente referir-se a adversidades vividas por grupos inteiros de pessoas. No entanto, apesar de quaisquer extrapolações teóricas ou puramente linguísticas às quais essa noção possa haver sido submetida, sua pertinência persiste tal qual, na medida em que nos ajuda a construir um sentido para os diversos relatos que encontramos nos consultórios clínicos. Neste texto, o autor retraça a concepção dessa noção por Freud e sua evolução nos trabalhos desenvolvidos por Ferenczi.</p> Cristina Lindenmeyer Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 122 146 Natureza — Compaixão — Cultura https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/897 <p>O artigo nos convoca a refletir a respeito das proposições freudianas sobre a relação antitética entre a natureza e a ordem cultural. Sentimentos de estranheza suscitados pelo desassossego climático emergente e pandêmico — território de um traumático que nos direciona para o fim da nossa espécie — acrescidos das ideias freudianas, cuja essência repousa na dicotomia natureza e cultura, evocam a necessidade de tecermos um novo pacto civilizatório. Ancorados nesses questionamentos, evocamos a importância da proposição darwiniana, enunciada por Freud em 1917, como a segunda ferida narcísica instaurada na humanidade, sua origem animal. Compreendemos que a reconexão com esse saber possa ser um bom indicador para nos conectarmos com outros saberes, propulsores de outras cosmovisões, dos povos originários e das comunidades afrodiaspóricas. Acreditamos e propomos, assim, que, na encruzilhada desses saberes, temos a compaixão como fator de integração: elemento diferencial diante dessas demandas.</p> Ignácio A. Paim Filho Mirian Rodrigues Murari Patrícia Viviani Silva Raquel Siminati Valderez Figueira Timmen Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 147 160 10.60106/rsbppa.v26i2.897 Catástrofe, trauma e acontecimento https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/898 <p>Estamos habituados a conceber a nossa vida como um percurso linear que vai do antes ao depois, passando pelo agora. Essa forma de habitar o nosso território implica uma noção cronológica e linear do tempo. Habitamos um mundo estruturado. E, se ocorrerem rupturas aleatórias e não muito abruptas, estas são entrelaçadas com o resto das memórias até formarem um continuum homogêneo e sem rupturas. Se com o passar do tempo encontramos algum elemento desconexo após um trabalho intenso e silencioso, nós o “tornamos” contínuo sem nos deixar grandes registros dele. Tornam-se, digamos, pequenas diferenças sem poder disruptivo que fazem parte da vida. Assim, acreditamos que vivemos numa sequência homogênea e linear de acontecimentos, sem perceber que a realidade não é assim.<br />Catástrofe, trauma e evento. São nomes daquilo que produz interrupções significativas no que está estruturado. Suas diferenças dependem de sua intensidade e de suas particularidades. [...]</p> Julio Moreno Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 161 165 O trauma em psicanálise e os efeitos na identificação do negro no Brasil https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/899 <p>Ao considerar o racismo como uma experiência traumática, interessanos, neste trabalho, investigar quais os desdobramentos psíquicos gerados por essas situações de violência racial reiteradas, seja por ação, seja por omissão, e quais os potenciais efeitos para a constituição da subjetividade do sujeito negro. A branquitude sustenta a produção de um modelo identificatório padrão e universal, por meio da mobilização de seus recursos materiais e simbólicos, reforçando um ideal do eu branco, o que tem o potencial de gerar traumas psíquicos naqueles que se distanciam desse ideal, em razão das injunções do racismo. Compreendemos que uma psicanálise racializada, que oferte a escuta singular da experiência traumática do racismo, pode contribuir para o seu enfrentamento e para a desidentificação com a branquitude normativa.</p> Ludmilla Santos de Barros Camilloto Margareth Diniz Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 166 183 10.60106/rsbppa.v26i2.899 Privação extrema, perda da confiança básica e a escuta da dor irrepresentável https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/900 <p>O autor descreve como a ideia de um evento traumático externo, produzindo sofrimento psíquico, está na raiz da psicanálise, a partir de diversas perspectivas teóricas e clínicas. O diferencial proposto neste artigo é o trabalho psicanalítico com pessoas que apresentam uma história de eventos traumáticos sérios, realizada na atenção primária à saúde, em um enquadre diferente do habitual, descrevendo as origens e os efeitos prolongados do trauma em um grupo de pessoas que não teriam possibilidades de uma escuta e uma abordagem de orientação psicanalítica, por não terem o conhecimento, o desejo ou condição de pagar uma análise ou uma psicoterapia.<br />Após um breve recorrido teórico, em que discute o conceito de trauma e assinala a presença das falhas básicas e do irrepresentável no psiquismo, o autor descreve casos de pessoas com história de abusos físicos e sexuais, pobres ou em situações de miséria, vindas de lugares insalubres, com configurações familiares frequentemente desajustadas, em que predominam a pobreza subjetiva e afetiva, apresentando sintomas severos, entre eles transtornos de personalidade, quadros severos de ansiedade e depressão, controle deficitários dos impulsos, levando à agressividade, violência e, com frequência, condutas autodestrutivas, como tentativas de suicídio.<br />Discute também as questões contratransferenciais levantadas pela escuta daquilo que não tem representação mental, e propõe uma técnica modificada e mais participativa, em que o analista seja testemunha e participante de um processo de validação do trauma real e de reconstrução e reintegração de aspectos danificados da mente.</p> Marco Aurélio Crespo Albuquerque Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 184 204 10.60106/rsbppa.v26i2.900 Entre a barbárie e o messianismo https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/901 <p>Este artigo tem uma trajetória interessante e, me parece, digna de nota, o que pretendo fazer nas próximas linhas.<br>Antes de se tornar efetivamente material escrito em sua atual forma, Entre a barbárie e o messianismo foi apresentado em duas ocasiões distintas, com duas versões diferentes e que causaram reações completamente distintas.<br>Pela primeira vez, fui convidado para participar de uma mesa do 35º Congresso de Psicanálise da América Latina, realizado no mês de outubro de 2024 na cidade do Rio de janeiro. A mesa se propunha a falar sobre “conflitos étnicos, políticos e aspectos psicanalíticos” e tinha como tema central a atual fase do conflito em Gaza.<br>Ao que pese a quantidade de questões durante e depois da apresentação, considero que o paper apresentado no Congresso da FEPAL produziu um diálogo desafiador, frutífero e interessante, tendo propiciado, inclusive, o convite para publicação nesta revista.<br>Na segunda ocasião em que o artigo foi apresentado, as reações foram bastante distintas. Considero que foram reveladoras da realidade em que todos nós vemos hoje no Brasil e em vários lugares do mundo. [...]</p> Michel Gherman Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 205 216 10.60106/rsbppa.v26i2.901 O Disruptivo e sua aplicação específica em situações de trauma https://rsbppa.emnuvens.com.br/revista/article/view/902 <p>Um dos eixos centrais que regem todo o Modelo de O Disruptivo é a tentativa de postular o funcionamento de uma estrutura somático-psíquica, fazendo uma distinção muito precisa entre seus princípios condicionantes e seus princípios de processo e transformação, ou seja, discernir de maneira aguda entre aqueles elementos que compõem nossos determinantes ou condições constitutivas como espécie, os estímulos do ambiente externo (mais próximo e diferenciado ou mais distante e indiferenciado), os estímulos do próprio interior, e nossa capacidade de elaboração psíquica ou de transformação e metabolização desse conjunto. [...]</p> Moty Benyakar Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2024-12-20 2024-12-20 26 2 217 250